Dados do mercado · outubro de 2026

Antes de abrir um e-commerce: 10 coisas que você precisa saber

Segmento, concorrência, plataforma, frete, Pix, parcelamento e atendimento: as dez decisões que definem uma loja virtual antes do primeiro pedido, com o que as 197.127 lojas ativas do Brasil já fazem e como pesquisar o seu mercado antes de investir.

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Redação ecommercebase18 de outubro de 2026 · 9 min de leitura

Em 30 segundos

  1. O Brasil tem 197.127 lojas virtuais ativas com site próprio, em outubro de 2026. Antes de abrir a sua, dá para saber quantas vendem o mesmo que você, onde estão e como vendem.
  2. O mercado já tem um padrão de checkout: Pix aceito por 74,5% das lojas com pagamento informado, 12x como teto de parcelamento de uma em três e frete grátis anunciado por 38,6%.
  3. 58,2% das lojas vendem também pelo WhatsApp. Em moda, passa de 70%. Atendimento faz parte da loja desde o primeiro dia.
  4. A pesquisa de mercado vem antes do CNPJ: filtrar os concorrentes por segmento, estado, plataforma e porte mostra o tamanho da disputa e o que o cliente já espera encontrar.

Abrir uma loja virtual ficou barato. Plataforma, domínio e meio de pagamento cabem em uma tarde e em poucas centenas de reais. O que continua caro é errar a decisão de fundo: entrar num segmento lotado sem diferença nenhuma, cobrar frete que ninguém do seu nicho cobra, parcelar menos que todo concorrente, deixar o cliente sem resposta no WhatsApp.

A boa notícia é que quase todas essas decisões podem ser tomadas olhando para quem já vende. Em outubro de 2026, a base da ecommercebase tinha 197.127 lojas virtuais ativas no Brasil, com plataforma, segmento, estado, porte, meios de pagamento, frete e canais de venda de cada uma. Abaixo, as dez coisas que valem saber antes de abrir a sua, e no fim, como transformar isso numa pesquisa de mercado de verdade.

1. Em que segmento você está entrando (e quantos já estão lá)

O primeiro número a conhecer é o tamanho da concorrência no seu segmento. Moda e vestuário é o maior da base, com 37.514 lojas. Perfumaria vem em seguida, com 33.123, e bolsas e acessórios de moda, com 23.059. Na outra ponta, pet shop aparece em só 577 lojas com site próprio.

Segmento grande não é segmento ruim. Significa que o cliente já compra aquilo online e que existe fornecedor, frete e meio de pagamento resolvidos. Mas significa também que a sua loja vai disputar atenção com milhares de outras. Segmento pequeno pode ser oportunidade ou sinal de que a venda online não funciona bem ali. Os segmentos com mais lojas virtuais dão o mapa geral.

2. Quem são os seus concorrentes diretos

Saber que existem 37 mil lojas de moda ajuda pouco. O que importa é o recorte que compete com você: o mesmo segmento, na mesma região, com porte parecido. Uma loja de moda praia em Santa Catarina não disputa com uma rede nacional de fast fashion; disputa com as dezenas de lojas pequenas e médias do mesmo nicho e do mesmo estado.

Liste esses concorrentes pelo nome e abra o site de cada um. Anote o que vendem, a faixa de preço, a política de frete, as formas de pagamento e se atendem pelo WhatsApp. Dez lojas bem estudadas dizem mais sobre o seu mercado que qualquer relatório genérico.

3. A maior parte das lojas é pequena

Das 197.127 lojas ativas, 71.509 são micro e 50.116 são pequenas: 61,7% do total. As médias são 69.712 e as grandes, 5.790. A sua loja começa no primeiro grupo, e é contra ele que ela compete nos primeiros anos.

Isso é útil para calibrar a expectativa. O concorrente que aparece no topo do Google pode ser uma das 5.790 lojas grandes, com equipe de marketing e estoque de sobra. A disputa real está nas lojas do seu tamanho. Olhe o que as médias do seu segmento fazem: é o próximo degrau, e é onde dá para aprender o que funciona.

4. A plataforma que as lojas do seu segmento usam

A Nuvemshop é a plataforma de 26,5% das lojas ativas, com 52.232. Depois vêm as lojas com plataforma própria (37.884), WooCommerce (30.085), Tray (21.397), Loja Integrada (17.247) e Shopify (14.147). A VTEX tem só 1,3% da base, mas uma em cada quatro lojas VTEX é de porte grande.

Não existe plataforma certa para todo mundo, mas existe a plataforma que o seu segmento já usa. Isso conta: os apps, os temas, as integrações de frete e os profissionais que conhecem o nicho estão onde as lojas estão. O market share das plataformas e o ranking das plataformas mais usadas mostram a divisão por porte e por estado.

Veja as lojas da sua plataforma e do seu segmentoFiltre por plataforma, segmento, estado e porte. Exporte em CSV.
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5. O preço típico do que você vai vender

O produto típico de uma loja virtual brasileira custa R$ 117, pela mediana do preço das 156.249 lojas com preço informado. Mas o segmento muda tudo: moda fica em R$ 140, perfumaria em R$ 74, calçados em R$ 170, móveis residenciais em R$ 661.

O preço define quase todo o resto: quanto do pedido o frete come, se faz sentido parcelar em 12x, quanto você pode gastar para trazer um cliente. Se o seu ticket fica muito abaixo do típico do segmento, a margem para frete e anúncio vai ser apertada. Se fica muito acima, você precisa de marca ou de nicho para justificar.

6. Frete grátis a partir de quanto

76.061 lojas virtuais anunciam frete grátis, 38,6% das ativas. Entre as que dizem a partir de quanto, a mediana do valor mínimo é R$ 299, e metade fica entre R$ 199 e R$ 400. Em moda, o mínimo típico é R$ 349; em perfumaria, R$ 250; em beleza e suplementos, R$ 200.

Esse é o número que o seu cliente tem na cabeça sem saber. Se todas as lojas do seu nicho dão frete grátis acima de R$ 250 e a sua pede R$ 400, a comparação acontece no carrinho. Decida a política de frete olhando para os concorrentes e para a sua margem, nunca só para a tabela da transportadora.

7. Pix é obrigatório e o desconto padrão é 5%

Entre as lojas que mostram os meios de pagamento, 74,5% aceitam Pix: 116.166 lojas. Das que aceitam, 19.544 anunciam desconto para quem paga no Pix, e o valor mais comum, de longe, é 5%. Abrir uma loja sem Pix em 2026 é perder a venda de quem quer pagar na hora.

O desconto no Pix é uma decisão de margem, não de moda. O Pix custa menos que o cartão para a loja, e parte dessa diferença pode voltar ao cliente. Veja quanto os seus concorrentes dão antes de decidir; o recorte de lojas com Pix mostra quem aceita em cada segmento, e o estudo de Pix nas lojas virtuais traz a divisão por plataforma e porte.

8. Em quantas vezes parcelar

Entre as 97.689 lojas que informam o parcelamento máximo no cartão, 12x é o teto de 31,9%, e 45,4% parcelam em 10x ou mais. No outro extremo, uma em cada quatro para em 3x ou menos.

Parcelamento sem juros é custo da loja: cada parcela a mais é taxa que sai da sua margem. Ticket baixo raramente precisa de 12x. Ticket alto quase sempre precisa. Olhe o que as lojas do seu segmento e da sua faixa de preço oferecem e decida o máximo que você aguenta pagar sem perder a venda.

9. O WhatsApp faz parte da loja

58,2% das lojas virtuais ativas vendem também pelo WhatsApp: 114.779 lojas. Em joias, o número chega a 73,3%; em moda, 70,6%; em perfumaria, 69,7%. Para muito cliente brasileiro, a compra começa com uma pergunta no WhatsApp e só depois passa pelo carrinho.

Isso muda o planejamento da loja. Alguém precisa responder rápido, em horário comercial pelo menos, e saber mandar link de pagamento ou chave Pix. Se o seu segmento é de conversa, planeje o atendimento junto com o site, não depois do primeiro mês.

10. Como as lojas do seu segmento atraem cliente

36,0% das lojas virtuais anunciam no Meta (Facebook e Instagram). TikTok aparece em 7,8% e Google Ads em 4,0%. Entre as lojas grandes, o Meta chega a 45,0%.

Loja nova não aparece sozinha. Antes de abrir, defina de onde vêm os primeiros cem clientes: anúncio, Instagram orgânico, indicação, marketplace, loja física. Reserve dinheiro para isso no plano, separado do estoque. Olhe os concorrentes que estão onde você quer chegar e veja em que redes eles aparecem.

Como fazer a pesquisa de mercado com a ecommercebase

Tudo o que está acima vale para a média do Brasil. A sua decisão precisa do recorte do seu mercado. É para isso que serve a lista: em vez de procurar concorrente um a um, você filtra as lojas que vendem o mesmo que você e lê o mercado de uma vez.

Passo 1: o recorte. Abra a lista de lojas e filtre pelo seu segmento, por exemplo moda e vestuário. Acrescente o estado onde você vai vender ou de onde vai despachar. O número que aparece é o tamanho da sua concorrência direta.

Passo 2: o porte. Separe as lojas micro e pequenas, que são as suas concorrentes de hoje, das médias, que mostram aonde dá para chegar. Se quase todo o recorte é de lojas grandes, a entrada é mais difícil.

Passo 3: a plataforma. Veja em qual plataforma está a maior parte do recorte. Se 70% das lojas do seu nicho estão numa plataforma, há um motivo, e é lá que estão os apps e os profissionais do segmento.

Passo 4: o checkout. Compare pagamento, desconto no Pix, parcelamento máximo e frete grátis das lojas do recorte. É o padrão que o seu cliente já espera.

Passo 5: a lista de estudo. Exporte as lojas do recorte e escolha dez para abrir uma a uma: cinco do seu tamanho e cinco um degrau acima. Anote preço, mix, frete, pagamento, atendimento e onde anunciam.

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Na ecommercebase, um recorte como lojas de moda em Minas Gerais, de porte micro e pequeno, mostra quantas são, em qual plataforma estão, como recebem e quanto pedem para dar frete grátis. Exportado em CSV, vira a planilha de concorrentes que todo plano de negócio deveria ter.

Base ecommercebase, outubro de 2026. 197.127 lojas virtuais ativas no Brasil.

Redação ecommercebase

Os textos da ecommercebase partem dos números da base de lojas virtuais do Brasil: plataformas, pagamentos, estados e porte, para quem vende para lojista.

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