Como encontrar e-commerces no Brasil?
Google, Maps, Instagram e base de CNPJ acham empresas. Nenhum deles diz quem vende online, em qual plataforma e de que tamanho. O que funciona para chegar na lista certa de lojas virtuais.
Em 30 segundos
- Achar empresa é fácil, achar loja virtual não. Base de CNPJ, Google Maps e Instagram mostram empresas, mas não dizem quem tem loja própria no ar, em qual plataforma e de que porte.
- O Brasil tem 197.721 lojas virtuais com site próprio ativas na base hoje. Nenhuma equipe aborda tudo isso; a lista útil é um recorte.
- O recorte certo junta três campos: o que a loja usa (plataforma ou pagamento), onde está (estado) e o tamanho (porte). O resto é ajuste fino.
"Como eu acho e-commerces para prospectar?" é uma das perguntas mais repetidas em grupos de agência, de quem cria app para loja virtual e de quem vende meio de pagamento. A resposta que costuma aparecer é "procura no Google" ou "puxa uma base de CNPJ". As duas funcionam para achar empresas. Nenhuma das duas entrega o que quem vende para lojista precisa: uma lista de lojas virtuais de verdade, com o contexto para saber se cada uma é cliente.
Este texto passa pelos caminhos que todo mundo tenta, mostra onde cada um trava e explica como chegar no recorte que vira conversa.
Os caminhos que todo mundo tenta
Google na mão. Buscar "loja de roupa online" ou "comprar suplemento" devolve lojas, claro. Mas devolve as que investem em anúncio e SEO, sempre as mesmas, e cada resultado ainda precisa ser aberto, conferido e anotado. Uma tarde rende algumas dezenas de lojas, sem garantia de que o perfil bate com o que você vende.
Google Maps. Bom para comércio de rua, fraco para e-commerce. Muita loja virtual não tem endereço de atendimento cadastrado, e muita loja física cadastrada não vende online. A busca devolve um número limitado de resultados por vez, então montar uma lista de estado inteiro exige centenas de buscas.
Instagram e marketplaces. Ali estão muitos vendedores, mas boa parte vende só pela rede social ou só dentro do marketplace, sem site próprio. Para quem vende app de loja, tema, checkout ou projeto de agência, esse vendedor ainda não é cliente: não tem uma loja onde instalar nada.
Base de CNPJ. É o caminho mais usado pelas ferramentas de prospecção B2B do país. Resolve razão social, CNAE, cidade e porte da empresa. O problema é que o CNAE não diz se a empresa vende online. Um "comércio varejista de artigos do vestuário" pode ter loja virtual com milhares de produtos ou ser uma loja de bairro sem site. Quem filtra só por CNAE descobre isso na hora de abrir os sites, um por um.
O ponto em comum: todos esses caminhos entregam contatos, não contexto. Você tem um nome e um telefone, mas não sabe em qual plataforma a loja roda, que meios de pagamento aceita, se tem loja física ou de que tamanho ela é. É esse contexto que separa um lead de uma perda de tempo.
O que você precisa saber de cada loja
Antes de falar de onde tirar a lista, vale definir o que ela precisa ter. Para quem vende para lojista, seis campos resolvem quase toda a qualificação:
| Campo | Por que importa |
|---|---|
| Site próprio ativo | Sem loja no ar não há onde instalar app, rodar checkout ou fazer projeto |
| Plataforma | Define se o seu app, tema ou integração funciona na loja |
| Meio de pagamento | Para gateway e fintech, mostra quem já usa o concorrente e quem não aceita Pix ou cartão |
| Porte | Alinha a lista ao seu preço: loja micro não paga projeto de agência grande |
| Estado e segmento | Abrem a prospecção regional e a conversa com caso do mesmo setor |
| Contato | O canal para a primeira mensagem, de preferência quem decide |
Com esses campos, cada loja da lista já chega qualificada. Sem eles, a qualificação acontece depois, na mão, e é aí que a prospecção trava. O texto sobre qualificação de leads de e-commerce aprofunda esse ponto.
Quantas lojas virtuais existem para encontrar
Hoje a base da ecommercebase tem 197.721 lojas virtuais com site próprio ativas no Brasil. A Nuvemshop é a plataforma com mais lojas, com 52.236 (26,4% do total). São Paulo concentra 79.743 lojas, e 69.712 lojas são de porte médio, o perfil que mais compra serviço de agência.
Esses números mostram duas coisas. Primeiro, o mercado é grande o bastante para que ninguém precise disputar as mesmas cem lojas que aparecem no topo do Google. Segundo, ninguém aborda 197.721 lojas. A lista que funciona é um recorte de algumas centenas ou poucos milhares, do tamanho da sua equipe. Para o retrato completo, veja quantas lojas virtuais existem no Brasil e o market share das plataformas.
Do mercado inteiro ao seu recorte
O recorte muda conforme o que você vende. Quatro pontos de partida que funcionam:
Agência de e-commerce. Comece pela plataforma em que você tem mais casos, aplique o porte que paga o seu ticket e restrinja ao seu estado ou à sua região. A prospecção regional encurta a primeira venda.
App ou plataforma. Filtre pela plataforma em que o app está publicado e pelo segmento em que ele resolve mais, como moda e vestuário. Separe quem ainda não usa nenhum app da sua categoria: é quem tem a dor e não tem concorrente instalado. O guia como achar lojas para o seu app mostra o passo a passo.
Gateway e fintech. O campo principal é o meio de pagamento. Quem não aceita Pix, quem usa o concorrente direto e quem tem mais de um gateway são três listas com três mensagens diferentes. Veja como prospectar lojistas para gateway.
Consultor. Estado e segmento primeiro, porte depois. Consultoria vende confiança, e cliente do mesmo setor e da mesma região é a melhor referência que existe.
Por que não montar a sua própria base
Dá para montar. O custo é que engana. Uma lista nacional de lojas virtuais com plataforma, pagamento, porte e contato exige analisar mais de 2 milhões de sites, cruzar várias fontes, separar loja de verdade de site institucional, blog ou domínio parado, e repetir tudo de tempos em tempos, porque loja fecha, troca de plataforma e muda de gateway. São meses de trabalho técnico e de infraestrutura antes da primeira mensagem.
Para quem vende para lojista, esse esforço não é o negócio. O negócio é a conversa com a loja certa. Por isso a comparação justa não é "base paga contra Google de graça", e sim "base pronta contra meses de time montando a própria". O texto comprar, montar ou exportar compara os três caminhos.
Depois de encontrar: como abordar sem virar spam
Ter a lista é metade do trabalho. A outra metade é não queimá-la. Disparo em massa com mensagem genérica é a reclamação mais comum de lojista sobre prospecção, e com razão.
Três regras simples resolvem a maior parte do problema. Primeiro, cite algo concreto da loja na primeira linha: a plataforma, o segmento, um produto. É o contexto da lista trabalhando a seu favor. Segundo, mande menos, para quem tem perfil. Cem mensagens certas rendem mais conversa do que mil genéricas. Terceiro, respeite quem pede para sair e use os dados com finalidade clara de oferta comercial, como manda a LGPD.
Para a mensagem em si, os modelos de primeiro e-mail para lojista e o texto sobre prospecção pelo WhatsApp têm exemplos prontos.
Base ecommercebase. Lojas virtuais com site próprio ativas no Brasil; números atualizados na base de hoje.
Os textos da ecommercebase partem dos números da base de lojas virtuais do Brasil: plataformas, pagamentos, estados e porte, para quem vende para lojista.
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